Palaçuôlo, mui querida

Tiêrra adonde you naci


 

 

 

O nome Palaçoulo acarreta uma dimensão histórica enorme, e um simbolismo, ainda nos dias que correm, muito vincado.
Em 1172, D. Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal, doa o nome Palaciolo, à nossa terra. Nome este oriundo da palavra latina Palatiu(m), diminutivo de Palaciolu(m).


Afonso Henriqueç, pur ciêrto,
Al sou reinado amplantar,
Quando pur acá ou perto,
Tamien yá la oubi falar.



 

A par de inúmeros vestígios da Romanização e dos tempos pré-cristãos, manifesta-se por esta terra abundantes sobrevivências de remota antiguidade, expressas em figuras rupestres, pedras tumulares, machados de pedra, fragmentos de cerâmica e outra variedade de elementos da era antiga.
Nas imediações da sua remota fortificação romanizada de Penha-al-Castro, numerosos achados confirma, também, a prolongada permanência dos Celtas e dos Romanos por esta localidade mirandesa.

 


Cun palicos a bater
Tenemos danças antigas
I mocicas que hai que ber
Báilan i cántan cantigas.


 

 

Crê-se que as danças das espadas originaram-se através da passagem dos celtas por terras mirandesas. Danças com índole guerreira, denominando-se ao longo dos tempos de danças dos Pauliteiros.
Com o enraizamento do Cristianismo na nossa cultura, estas danças, antes integradas em celebrações de ritos pagãos, transportaram-se para festas religiosas.
Em Palaçoulo, a festa das colheitas, em honra de Santa Bárbara, é simbolizada pela atuação cerimoniosa dos Pauliteiros em honra a esta santa.